Manifestantes na África do Sul exigiram que todos os estrangeiros sem documentação deixem o país até terça-feira (30). O movimento, organizado pelo grupo “March and March”, enfrenta temores de violência, enquanto grupos anti-imigração apontam para a pressão sobre serviços públicos e o mercado de trabalho.
Os grupos anti-estrangeiros afirmam que a presença de imigrantes ilegais causa problemas sociais, como a competição por vagas em escolas públicas e empregos. Um representante do grupo civil “United South Africa” declarou a jornalistas que os sul-africanos estão “cansados de enfrentar longas filas em hospitais… de competir por empregos com cidadãos estrangeiros”.
Pesquisas indicam um aumento no sentimento anti-imigração. Um levantamento do Conselho de Pesquisa em Ciências Humanas mostrou que 42% dos adultos afirmaram não receber estrangeiros, um aumento em relação ao terço registrado em 2021. Contudo, dados do órgão nacional de estatísticas de 2023 apontam que o número de imigrantes é de 3,1 milhões, o que corresponde a 4,1% da população, índice considerado baixo em comparação com outros países.
Defensores da migração contestam as alegações de sobrecarga, citando que imigrantes sem registro dificilmente usam serviços públicos. Além disso, um relatório do Banco Mundial de 2018 demonstrou que, para cada imigrante empregado, cerca de 2 empregos são criados para sul-africanos pela atividade econômica.

