O Partido dos Trabalhadores (PT) manifestou apoio ao senador Jaques Wagner, da Bahia, após ele ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 18 de junho. A investigação apura supostas vantagens recebidas pelo parlamentar em articulações com o Banco Master.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarou que Wagner mantém a confiança da legenda e afirmou acreditar que o senador esclarecerá os fatos. Segundo o presidente, todas as denúncias envolvendo o Banco Master devem ser apuradas e os responsáveis punidos. O diretório estadual do PT na Bahia também defendeu a conduta do senador, citando acusações anteriores sem condenação.
A PF apura que Wagner atuou em pautas de interesse do Banco Master no Congresso Nacional. Os investigadores apontam que o senador manteve interlocução com um ex-sócio da instituição financeira durante discussões sobre crédito consignado, Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a possível aquisição do banco pelo Banco Regional de Brasília (BRB). A corporação investiga a participação em três episódios: emenda a medida provisória sobre margem consignável, tramitação da PEC 65/2023 e fiscalização da compra do Banco Master pelo BRB.
A PF sustenta que Wagner teria sido o principal beneficiário de vantagens custeadas por integrantes ligados ao Banco Master. Entre os benefícios apontados estão a aquisição de um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões, o uso de aeronaves e ingressos para um camarote nos Estados Unidos, avaliados em R$ 63,3 mil. Wagner nega envolvimento em irregularidades.

