A regra dos 4% de retirada, padrão por trinta anos, corre risco de falhar em cerca de 12 anos se os mercados financeiros repetirem os colapsos observados na década de 2000. O risco reside na sequência de retornos negativos logo após a aposentadoria, conforme apontam análises financeiras.
O estudo original, conduzido por William Bengen, indicou uma taxa de sucesso histórica de 95% em um período de trinta anos. Contudo, a média dos resultados oculta um risco significativo, semelhante ao vivenciado no mercado de ações recentemente. Um cenário de queda acentuada, como o de 2000, pode levar a um portfólio de 1,4 milhão de dólares a encolher para cerca de 1,02 milhão de dólares se houver retornos de -10% por três anos consecutivos.
A mecânica do risco é simples: quedas iniciais forçam o aposentado a vender mais ações para cobrir retiradas crescentes pela inflação, tornando as perdas permanentes. Para mitigar esse risco, a análise sugere três estratégias. Uma delas é implementar ‘guard rails’, cortando as retiradas em 10% se o portfólio cair 20% em um ano.
Outras soluções incluem a criação de um ‘bucket’ de cinco anos composto por caixa e títulos, gerando renda de alta qualidade durante crises, ou adiar o recebimento do seguro social até os 70 anos, tratando-o como um seguro de longevidade garantido.

