Regulamentações federais nos Estados Unidos exigem que refinarias utilizem mais biocombustíveis na produção de gasolina e diesel. A falta de suprimento adequado desses combustíveis força a compra de créditos de conformidade, elevando os custos e pressionando os preços ao consumidor.
O aumento nos custos decorre de metas ambientais estabelecidas pela Agência de Proteção Ambiental (EPA). Anualmente, a EPA define cotas crescentes de biocombustíveis para o suprimento doméstico de combustível. As refinarias podem cumprir essa cota misturando etanol ou diesel renovável, ou comprando os créditos de identificação renovável (RINs) gerados por produtores de biocombustíveis.
As metas mais recentes, finalizadas em março, estabeleceram patamares recordes, exigindo cerca de 25,82 bilhões de RINs para 2026 e 25,98 bilhões para 2027. A produção de biocombustíveis não cresce no ritmo necessário para suprir essas exigências, e o estoque de créditos acumulados está diminuindo. Dados da EPA de 18 de junho mostraram 2,02 bilhões de créditos gerados em maio, um aumento de 4% em relação ao ano anterior, mas o colchão geral continua encolhendo.
A escassez já fez os preços dos RINs subirem de cerca de US$ 1 no início do ano para quase US$ 2,25. Um grupo de fabricantes argumenta que as obrigações são irrealistas e podem custar mais de US$ 100 bilhões em dois anos. Eles estimam que o impacto pode elevar o preço da gasolina em US$ 0,26 a US$ 0,45 por galão, além dos preços já elevados.

