O Reino Unido anunciou a proibição de redes sociais para usuários com menos de 16 anos. A medida, divulgada pelo primeiro-ministro Keir Starmer nesta segunda-feira (15), visa proteger crianças e adolescentes do ambiente digital, com regulamentações iniciais previstas para a primavera de 2027.
O governo britânico pretende seguir o modelo legislativo da Austrália, mas adicionará restrições específicas. Entre elas, estão o bloqueio de transmissões ao vivo e a comunicação com desconhecidos para menores de 16 anos. Proteções similares serão ativadas por padrão para adolescentes de 16 e 17 anos. O governo também estuda toques de recolher noturnos e limites para a rolagem infinita de conteúdo.
Starmer declarou que as redes sociais estão causando infelicidade e foram criadas para serem viciantes. Ele afirmou: “Estamos indo além de qualquer outro país do mundo ao proibir redes sociais para menores de 16 anos e implementar proteções mais amplas para devolver às crianças a infância”.
Críticos da proibição argumentam que ela é ineficaz, pois restringe o acesso a experiências adequadas, que poderiam ser gerenciadas por controles parentais. Um porta-voz do YouTube comentou que proibições generalizadas afastam crianças de experiências supervisionadas, empurrando-as para serviços anônimos e menos seguros.

