Conselhos médicos brasileiros proibiram a prescrição de terapias hormonais com finalidade exclusivamente estética. A intervenção, que pode melhorar sintomas da menopausa, deve ser baseada em diagnóstico clínico e não em promessas de emagrecimento ou rejuvenescimento.
A busca por qualidade de vida no envelhecimento coloca a reposição hormonal em debate. Em casos indicados, como deficiência hormonal documentada, a terapia pode melhorar o bem-estar. Contudo, a intervenção exige diagnóstico, individualização e seguimento, pois hormônios regulam diversos sistemas do organismo.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) emitiram resoluções proibindo o uso estético. Segundo o médico nutrólogo Dr. Darwin Ribeiro, a terapia deve ser uma ferramenta médica, e não um atalho. Ele afirma que “a indicação precisa começar pela avaliação clínica. Antes de qualquer prescrição, é necessário entender sintomas, histórico familiar, exames laboratoriais, fatores de risco e objetivos reais do tratamento.”
O uso sem critério expõe o paciente a riscos metabólicos, hepáticos e cardiovasculares. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta sobre o perigo de formulações sem registro. A literatura médica, apoiada pelo Ministério da Saúde, reforça que os benefícios dependem do perfil de cada paciente, exigindo pesagem de fatores como idade, histórico familiar e risco cardiovascular.

