A Rússia intensifica a pressão sobre a Armênia antes das eleições deste domingo (7). Moscou, que historicamente foi um aliado próximo, impõe restrições comerciais e alerta sobre o fornecimento de gás, enquanto o primeiro-ministro Nikol Pashinyan tenta avançar em direção à União Europeia.
A dependência econômica armênia da Rússia é alta. Em 2025, o país comprou 82% de seu gás da Rússia. O presidente russo, Vladimir Putin, informou a Pashinyan em 1º de abril que o preço do gás era substancialmente menor no fornecimento russo, custando US$ 177,5 por 1.000 metros cúbicos, comparado a mais de US$ 600 na Europa.
Em 27 de maio, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que suspenderia ou encerraria o fornecimento de petróleo barato, gás e diamantes brutos caso a Armênia prosseguisse com a tentativa de ingressar na União Europeia. Além disso, a União Econômica Eurasiana considerou suspender o país em 29 de maio, instando um referendo nacional.
As restrições se estenderam ao comércio de produtos frescos. A Rússia impôs barreiras temporárias a tomates, pepinos, pimentões, folhas verdes e morangos armênios a partir de 30 de maio, alegando preocupações fitossanitárias. O país russo é o maior mercado para esses produtos armênios.

