O Conselho Municipal de Seattle votou por unanimidade em uma moratória de um ano para novos grandes data centers dentro dos limites da cidade. A medida visa responder a preocupações sobre os impactos da inteligência artificial na rede elétrica, no abastecimento de água, nas tarifas de serviços públicos e na economia local.
A moratória entra em vigor após a assinatura da prefeita, e paralisa projetos que haviam sido apresentados à Seattle City Light. Esses projetos, segundo relatos, possuíam uma demanda de pico combinada equivalente a cerca de um terço do consumo diário médio de Seattle. A vereadora Debora Juarez, que patrocinou a resolução, afirmou que a posição da cidade é essa em relação à IA e aos data centers.
A decisão coloca Seattle entre as maiores cidades dos EUA a interromper a expansão do setor, somando-se a Minneapolis, Denver, Baltimore e Indianapolis. O conselho aprovou duas ações: uma portaria que impede pedidos de data centers com capacidade elétrica superior a 20 megavolt-amperes e uma resolução para estudar os impactos da tecnologia.
A pressão pública foi intensa, com mais de cinquenta pessoas testemunhando na reunião, e nenhum discurso foi favorável aos data centers. Membros de grupos de defesa ambiental pediram requisitos de energia renovável e proteção trabalhista. O conselheiro Bob Kettle diferenciou projetos de grande escala de data centers tradicionais, citando a dependência de serviços governamentais e de saúde nos equipamentos existentes.

