O contrato futuro de algodão para dezembro fechou a sessão de quarta-feira (17) com alta de 2,62% na Bolsa de Nova York, cotado a 79,79 centavos de dólar por libra-peso. A valorização está ligada às condições climáticas severas nos Estados Unidos, que geram riscos para a safra norte-americana.
O consultor Pery Passotti afirmou que a recente alta da fibra decorre das condições climáticas americanas. Dados do USDA indicaram que, no fim de abril, 92% das áreas produtoras de algodão nos EUA sofriam com seca severa, extrema ou excepcional, o pior índice registrado na última década. Esse cenário levou os preços a máximas em maio, interrompendo dois anos de estabilidade no mercado global da commodity.
Em outros mercados, o contrato futuro de café arábica para setembro recuou 0,33% em Nova York, encerrando o pregão a US$ 2,71 por libra-peso. Preocupações com chuvas no Brasil sustentaram os preços, mas novas previsões de tempo mais seco reduziram a força do mercado. Já no cacau, o contrato para setembro teve leve alta de 0,07%, cotado a US$ 4.237 por tonelada, devido a preocupações climáticas na África Ocidental.
No mercado de açúcar, o contrato para outubro avançou 0,42%, fechando a 14,37 centavos de dólar por libra-peso. Essa valorização foi sustentada por preocupações com a safra de cana-de-açúcar da Índia, onde o volume de chuvas das monções ficou 32% abaixo da média histórica até 15 de junho.

