Um seminário realizado em fevereiro deste ano reuniu dirigentes e pesquisadores para debater estratégias de enfrentamento da direita nas eleições de 2026. Os participantes classificaram o cenário político como uma “guerra” e defenderam o uso de ferramentas digitais e inteligência artificial.
O encontro, intitulado “Guerra Cultural e Eleições em 2026”, foi promovido pela Fundação Maurício Grabois, entidade vinculada ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e financiada com recursos do Fundo Partidário. O deputado federal Rubens Pereira Júnior afirmou que a disputa será uma “guerra”, argumentando que grupos de direita utilizam estratégias permanentes de comunicação digital para influenciar o debate público.
O professor João César de Castro Rocha corroborou o diagnóstico, explicando que a extrema direita mantém mobilização constante, configurando uma “campanha eleitoral permanente”. Segundo o professor, temas de costumes e vida privada passaram a ocupar posição central no embate ideológico nas redes sociais.
Além do diagnóstico, os participantes sugeriram a criação de uma rede nacional de núcleos municipais para defesa da democracia. Outra proposta focou no uso de inteligência artificial generativa, visando ampliar a produção de conteúdo político e educativo nas redes sociais. A Fundação Maurício Grabois recebeu cerca de R$ 4,5 milhões do Fundo Partidário em 2025, segundo dados financeiros da estrutura partidária.

