O senador admitiu proximidade com o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, mas negou favorecimento ilícito. O congressista criticou a atuação da Polícia Federal durante a operação em que foi alvo na semana passada, classificando a ação como ‘patacoada’.
Em entrevista, o senador, que deixou a liderança do governo no Senado, classificou como hipócrita a criminalização de relações pessoais. A Polícia Federal investiga um esquema de fraudes e corrupção envolvendo o Master e aponta que o senador teria recebido vantagens, como caronas em jatinhos privados, ingressos internacionais e um imóvel em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões.
O congressista negou as acusações e afirmou que aceitar voos particulares não configura crime, desafiando os investigadores a comprovarem qualquer contrapartida institucional. Ele também minimizou o envolvimento de sua nora em contratos com o banco, alegando que as cifras eram superiores aos R$ 3,5 milhões divulgados.
Wagner direcionou críticas à condução das buscas em seus endereços, onde foram apreendidos dólares e euros em espécie. Ele disse que a divulgação pública de fotos com os valores desrespeitou ordens judiciais, afirmando: “A ordem do André Mendonça fala explicitamente para não ter fotografias. Eles foram ao quarto de hotel onde eu moro, botaram lá em cima da cama [as notas de dólares e euros] com o escudinho [da PF] e fotografaram. Estão reinventando a Lava Jato”.

