O senador Eduardo Girão criticou a relação entre a direita cearense e o ex-ministro Ciro Gomes, que recebeu apoio do PL em sua pré-candidatura ao governo do estado. Girão afirmou que a articulação demonstra uma incoerência grande, contrastando com a postura do partido Novo no Congresso Nacional.
Girão declarou, em entrevista a veículos de comunicação, que a aliança entre o PL e Ciro Gomes revela uma incoerência. O senador justificou que o Novo é aliado do PL no Congresso, enquanto o PSDB não possui essa proximidade. Ele afirmou que os dois partidos mantêm uma oposição ferrenha ao PT, sem membros que tenham sido ministros de Dilma ou Lula.
O deputado federal André Fernandes, que preside o núcleo local do PL, anunciou o apoio a Ciro Gomes no mês passado, dizendo que “toda ajuda é bem-vinda” para derrotar a gestão do PT. Girão complementou que a composição política parece ser um “projeto familiar” que influencia a mudança de postura.
A aliança gerou divergências, pois Michelle Bolsonaro manifestou publicamente sua oposição. Ela questionou a aproximação após Ciro Gomes defender que o ex-presidente Jair Bolsonaro era um homem “quase doente” e “burro”. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, defendeu publicamente a aproximação com Ciro em um momento anterior.

