Um jovem de 21 anos concilia a rotina de servente de pedreiro em Ribeirão Preto (SP) com ensaios de balé, buscando se tornar bailarino profissional. Ele foi selecionado para participar do Festival de Dança de Joinville (SC), o maior do país, apesar dos desafios financeiros e do preconceito enfrentado.
A rotina do jovem é dividida entre o canteiro de obras e a escola de dança, onde ele possui bolsa de estudos. A paixão pela dança começou na infância, com o hip hop, mas mudou para o balé após um papel em espetáculo e o início dos treinamentos formais. Ele afirmou que a disciplina exigida pelo balé foi o fator decisivo para sua dedicação à modalidade.
A conciliação das duas atividades gera desgaste físico, mas o jovem descreve o ensaio como uma terapia. Ele relata enfrentar preconceito em ambos os ambientes: entre os colegas de obra, que questionam a dança masculina, e entre os colegas de balé, que minimizam sua dedicação por ele ser servente de pedreiro.
Apesar dos obstáculos, o jovem percebe semelhanças entre os ofícios, citando que ambos exigem força e técnica. Para custear a participação no Festival de Joinville, ele trabalha além da obra, fazendo bicos como garçom e vendendo doces.

