Entidades do setor comercial e industrial brasileiro publicaram uma carta aberta pedindo a aprovação da PEC 12/2026, conhecida como PEC do trabalho flexível. A proposta surge como alternativa à PEC pelo fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio. As organizações defendem que a rigidez da proposta anterior aumentará custos e prejudicará trabalhadores.
A carta é assinada por grandes entidades, incluindo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio (CNC), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Juntas, essas organizações representam mais de 40 milhões de empregos e 91% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Vander Costa, presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), declarou apoio ao debate, afirmando que a PEC permite ao trabalhador optar por trabalhar um dia e folgar seis, ou vice-versa, sem suprimir direitos. Ele ressaltou que o tema exige um debate mais amplo antes de ser implementado via emenda constitucional.
O representante da CNT alertou que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, prevista na proposta da Câmara, elevará custos empresariais. Segundo ele, isso gerará inflação e perda de poder aquisitivo, impactando toda a população brasileira. No setor de transportes, o custo pode aumentar em cerca de 10%, totalizando entre R$ 11 e R$ 12 bilhões anuais.

