Uma jovem de 26 anos, resgatada após 42 horas à deriva em Ilhabela, no litoral de São Paulo, relata a dificuldade de aceitar o trauma do acidente. Ela segue em tratamento psicológico e psiquiátrico, enquanto busca retomar os estudos de técnica de enfermagem.
A sobrevivente, Bruna Damaris Sant’anna da Silva, contou que o maior desafio é processar o ocorrido. Ela afirmou que, mesmo em tratamento, os pesadelos são recorrentes e ela sente dores no corpo. A jovem foi encontrada dois dias após o acidente, em 26 de maio, nas proximidades da Ilha de Búzios e da Ilha do Tamanduá, a cerca de 18 a 22 quilômetros do ponto de partida.
O acidente ocorreu em 24 de maio, quando ela e um amigo sofreram um incidente em alto mar em uma moto aquática. O amigo foi localizado sem vida na manhã de 1º de junho, após sete dias de buscas realizadas pela Marinha do Brasil, Defesa Civil e Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMAR). A jovem lamentou a perda do colega.
Bruna explicou que precisou interromper os estudos de técnica de enfermagem devido à situação recente. Seu plano futuro é concluir o estágio e atuar na área da saúde, com o desejo de ajudar outras pessoas a superar medos e obstáculos.

