Um sobrinho do chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC) recebeu repasses da Transunião Transportes S.A., empresa de ônibus investigada por lavagem de dinheiro. A apuração, decorrente da Operação Vérnix, revelou movimentação de R$ 746 milhões em créditos ligados ao esquema criminoso.
A investigação identificou que um parente do líder do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, era beneficiário direto de esquemas criados para ocultar recursos do crime organizado. Foram detectados repasses diretos de R$ 50 mil feitos pela Transunião a esse indivíduo, reforçando a suspeita de que a empresa de transporte participava da movimentação de valores ilícitos.
Os dados levantados indicam que a movimentação total atingiu R$ 746 milhões em créditos. Desse montante, cerca de 40%, totalizando R$ 301.831, teriam origem em depósitos feitos em dinheiro vivo sem identificação, prática típica de lavagem de dinheiro.
A Transunião, alvo da Operação Última Parada, também mantinha laços com outros membros do núcleo financeiro do PCC. Entre eles, Everton de Souza, apontado como operador responsável por supervisionar os fluxos financeiros da facção. A Justiça determinou o afastamento imediato de todos os diretores e administradores da empresa.

