Cientistas detectaram um som de trovão no Rio Hudson, em Nova York, gerado pela reprodução do esturjão do Atlântico, espécie classificada como ameaçada. O ruído, confirmado por uma equipe de pesquisa, é resultado da atividade reprodutiva dos machos, e a descoberta auxilia o órgão ambiental local no monitoramento da espécie.
O som misterioso, que se assemelha a um trovão, foi identificado como parte do ciclo reprodutivo do esturjão do Atlântico (Acipenser oxyrinchus). Segundo os pesquisadores, o ruído é provocado pelo movimento dos machos e pela ressonância de suas bexigas natatórias durante a fertilização dos ovos. Um dos coautores do estudo, pesquisadora do Instituto de Recursos Hídricos do Estado de Nova York, disse que a experiência sonora é distinta de outros sons subaquáticos.
A equipe utilizou monitoramento acústico passivo para registrar o processo vital. A descoberta fornece ao Departamento de Conservação Ambiental do Estado de Nova York (NYSDEC) um método adicional para entender e proteger o esturjão. A espécie sofreu forte declínio devido à pesca excessiva nos séculos XIX e XX, e a reprodução lenta das fêmeas contribui para sua vulnerabilidade.
Antes do final do século XIX, estima-se que 6 mil esturjões desovavam na região. Atualmente, menos de 700 o fazem. A nova capacidade de escutar os sons permite que o estado identifique locais de desova desconhecidos, auxiliando na implementação de proteções para os gigantes do rio.

