A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estuda a implantação de rotas de voo por instrumentos (IFR) para helicópteros no Rio de Janeiro. A medida é uma resposta ao aumento de incidentes e à colisão que deixou seis mortos no Recreio dos Bandeirantes em 14 de junho.
O sistema IFR permite que o piloto navegue utilizando instrumentos de bordo e orientações do controle de tráfego aéreo, sem depender exclusivamente da observação visual do ambiente externo. Atualmente, os helicópteros operam com corredores definidos, mas a separação entre as aeronaves é feita visualmente pelos pilotos.
O tema foi debatido no 1º Encontro Técnico do Grupo Brasileiro de Segurança Operacional de Helicópteros (BHEST), que reuniu operadores, empresas e órgãos de controle. Dados da Anac indicam que o estado possui 319 helicópteros registrados, um crescimento de 29% em três anos. Em 2026, o Rio registrou 61 incidentes, superando São Paulo, que contabilizou seis ocorrências no mesmo período, segundo o Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer).
Além da segurança, moradores da Barra da Tijuca e do Recreio cobram redução de ruído. A Anac informou que estuda monitorar o cumprimento da altitude mínima sobre a Avenida das Américas e que a adoção de medidas depende dos responsáveis pelos aeródromos e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

