A sonda Lucy da NASA coletou dados de Donaldjohanson em abril de 2025, revelando que o asteroide possui um formato de noz e uma rotação complexa de dois eixos. A análise também identificou minerais de argila ricos em ferro, indicando que o corpo celeste teve contato com água líquida em seu passado distante.
A missão Lucy, que passou pelo asteroide no cinturão principal, obteve imagens de alta resolução e dados detalhados. Os cientistas observaram que, ao invés de girar em um único eixo, Donaldjohanson exibe uma rotação mais complicada, semelhante a um pião bambo. Os autores do estudo afirmaram que o asteroide gira de ponta-cabeça a cada 10,5 dias terrestres e oscila ao redor de seu eixo longo a cada 26,5 dias.
O formato bilobado, descrito como de noz, sugere que o asteroide se formou a partir de fragmentos de uma colisão que se uniram posteriormente pela gravidade mútua. A equipe estima que o corpo celeste desacelerou em sua rotação nos últimos 20 a 60 milhões de anos, um processo que pode ser causado pelo efeito YORP, decorrente do aquecimento solar.
Além disso, a sonda registrou assinaturas de minerais de argila ricos em ferro na superfície. Os cientistas concluíram que a presença desses minerais indica que houve uma exposição breve à água líquida no passado remoto. Essa característica difere de asteroides como Bennu e Ryugu, que mostram evidências de exposição prolongada à água.

