A Sociedade Rural Brasileira (SRB) cobrou esclarecimentos sobre a exclusão do Brasil na lista de países autorizados a exportar proteína animal para a União Europeia (UE). A medida, que interrompe embarques de carne bovina, frango e pescado a partir de 3 de setembro, ocorreu após o bloco europeu apontar falhas no controle de antimicrobianos brasileiro.
A entidade manifestou preocupação com o impasse comercial e solicitou que se compreenda o que levou o país a perder a certificação exigida pelo mercado europeu. A SRB destacou que o Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal possui histórico de credibilidade e que o Brasil já utiliza mecanismos de rastreabilidade, como o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos.
Segundo a SRB, as exigências adicionais impostas pela UE eram tecnicamente viáveis e poderiam ser implementadas no prazo previsto. O regulamento europeu, aprovado em 2019 e complementado em 2023, exige comprovação de equivalência regulatória no controle do uso de antimicrobianos. O prazo de adequação era setembro de 2026.
A decisão afeta o setor, visto que a UE é o segundo maior comprador de proteínas animais do Brasil, atrás apenas da China. As regras europeias restringem substâncias como virginiamicina e tilosina na alimentação animal. O Ministério da Agricultura publicou uma portaria em abril para proibir parte desses produtos, mas especialistas indicam que novas medidas serão necessárias para atender integralmente às exigências do bloco.


