O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter na Corte os inquéritos que apuram a venda de sentenças judiciais e prorrogou o prazo das investigações. A decisão ocorre após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciar nove suspeitos por acesso indevido e venda de decisões no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A manutenção dos inquéritos no STF se deu porque alguns alvos investigados possuem direito a foro especial por prerrogativa de função. A PGR havia denunciado os nove suspeitos na última semana de maio, acusando-os de envolvimento com a venda de decisões no STJ.
Zanin encaminhou outros inquéritos relacionados a irregularidades em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins para tribunais de instância inferior. A apuração sobre o tema deve prosseguir até o fim, segundo a decisão do ministro.

