Novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos elevam a incerteza para empresas brasileiras ligadas ao comércio exterior. O professor de Finanças da Fipecafi, Humberto Aillon, afirmou que a combinação de tarifas mais altas e a volatilidade cambial prejudica o planejamento financeiro e a competitividade dos setores.
A discussão recorrente sobre novas tarifas funciona como uma “gangorra” para a economia brasileira, segundo Aillon. Ele observou que, neste mês, alguns segmentos podem enfrentar aumentos de tarifas de importação entre 12,5% e 25%, pressionando a capacidade de competir no mercado internacional.
A redução do fluxo cambial para o Brasil tende a enfraquecer o real frente ao dólar. A valorização da moeda americana dificulta a previsibilidade dos negócios, afetando tanto quem importa, devido ao aumento de custos, quanto quem exporta, em um cenário adverso nas negociações internacionais. Aillon defendeu que as empresas busquem operações de hedge cambial para estabilizar o câmbio.
A volatilidade cambial gera custos adicionais que as companhias devem absorver ou repassar aos consumidores. O especialista alertou que empresas com menor capacidade de investimento sofrem mais com a incerteza, podendo registrar crescimento fraco ou estagnação nos resultados do segundo trimestre.

