A ex-ministra Simone Tebet afirmou que a disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo exige diálogo entre os partidos da base aliada. Ela declarou que o alinhamento é necessário para evitar a fragmentação de votos, citando possíveis candidaturas de Marina Silva e Márcio França.
Tebet explicou que as legendas precisam construir um entendimento conjunto, considerando não apenas a eleição de 2026, mas também futuras oportunidades políticas. Sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala de trabalho 6×1, a ex-ministra defendeu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e apoiou a matéria, defendendo a ampliação da qualidade de vida dos trabalhadores.
Em relação à política nacional, Tebet comentou a atuação da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, dizendo estar mais preocupada com a possível reclassificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Ela também defendeu o diálogo entre diferentes correntes políticas, mas afirmou não dialogar com grupos que classifica como de extrema direita e antissistema.
A ex-ministra justificou a mudança de domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para São Paulo como uma articulação para fortalecer o palanque da base aliada no estado. Ela rebateu críticas de oposição, citando a eleição do governador Tarcísio de Freitas como exemplo de que a origem geográfica não impede a representação política.

