Pais com mais de 70 e 80 anos bloquearam o contato com a filha após episódios de agressividade e acusações. Uma terapeuta analisou o caso e aconselhou que a família mude o foco da discussão, priorizando a escuta da dor da filha.
A profissional de saúde mental comentou que, em vez de questionar por que o restante da família não intervém, os pais devem se perguntar por que a filha está sofrendo. Ela afirmou que o comportamento explosivo geralmente ocorre após tentativas repetidas de ser ouvida sem sucesso.
A terapeuta explicou que o conflito se estabelece quando os pais minimizam os sentimentos da filha, enquanto ela insiste em sua queixa. Para mudar o padrão, ela sugeriu que, ao invés de rebater, os pais façam uma pausa e perguntem: “Conte mais”. Essa atitude demonstra abertura e disposição para compreender o outro.
A especialista também indicou que sessões de terapia familiar podem ajudar a criar um ambiente seguro para a conversa. Ela orientou que o convite para terapia deve focar em “ouvir melhor o que você tem a dizer”, e não em “consertar” a filha. Além disso, estabelecer limites claros, acompanhados de curiosidade genuína, é fundamental.

