O Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), conhecido como teste do pezinho, celebra 25 anos neste sábado (6). O exame identifica precocemente mais de 50 condições em recém-nascidos, mas o acesso à versão ampliada ainda representa um desafio no Brasil.
A triagem visa prevenir alterações no desenvolvimento físico e mental, segundo o Ministério da Saúde. A coleta é feita com sangue em papel-filtro, obtido por um pequeno furo no calcanhar do bebê, e deve ocorrer idealmente entre 48 horas e cinco dias após o parto.
Atualmente, o teste básico oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) detecta sete doenças, como Fenilcetonúria e Hipotireoidismo Congênito. A Lei nº 14.154/2021 buscou expandir o programa para mais de 50 condições, mas a falta de prazos para estados e municípios dificulta a universalização.
Especialistas apontam que, além da questão legislativa, há a necessidade de alinhamento da rede de saúde e de médicos especializados para o acompanhamento dos casos positivos, que exigem exames confirmatórios e tratamentos específicos.


