O Tribunal Revolucionário de Teerã, no Irã, manteve a sentença de um ano de prisão contra o diretor Jafar Panahi. A decisão se refere a uma condenação anterior por atividades de propaganda contra o regime iraniano. O cineasta, vencedor da Palma de Ouro, pode contestar a pena no Tribunal de Apelações em vinte dias.
A confirmação da manutenção da sentença ocorreu em Teerã, neste domingo, segundo o advogado de Panahi, Mostafa Nili. A condenação inicial foi proferida à revelia em dezembro, enquanto o diretor estava fora do país divulgando seu longa-metragem.
Panahi enfrenta perseguição do governo iraniano há anos. Em 2010, ele foi proibido de produzir filmes, falar com a imprensa e viajar, mas continuou a criar obras clandestinamente. Em 2022, o diretor foi detido em ligação com protestos de cineastas e teve sua liberdade restabelecida cerca de sete meses depois.
O diretor teve seu banimento suspenso em 2023 e, dois anos depois, obteve autorização para participar do Festival de Cannes. Lá, ele foi premiado por “Foi apenas um acidente”, filme que aborda confrontos de iranianos com um homem acusado de tortura na prisão.


