Após assinar o acordo provisório com o Irã, o presidente Donald Trump deve concentrar esforços geopolíticos nas Américas, segundo a analista Fernanda Magnotta. A mudança de foco ocorre em meio a pressões domésticas, como a inflação, e à proximidade das eleições de meio de mandato em novembro de 2026.
A analista Fernanda Magnotta afirmou que o conflito com o Irã gerou pressão no campo diplomático e doméstico dos Estados Unidos. Ela citou a elevação do preço de alimentos e combustíveis, que chegou a ultrapassar US$ 5 o galão em alguns estados, como fatores que contribuíram para a impopularidade do presidente.
Segundo Magnotta, a estratégia de segurança nacional do governo indica que Trump priorizará o hemisfério ocidental. Temas como Cuba, a presença chinesa em países latino-americanos e disputas tecnológicas devem ganhar destaque na região. A analista explicou que, apesar do foco nas Américas, a Rússia continua sendo vista como adversário e a China como rival na grande estratégia americana.
No plano interno, as eleições de meio de mandato exigirão atenção crescente. Pesquisas indicam vantagem democrata de cerca de 7% para o Congresso. Magnotta concluiu que o presidente Trump deve gerenciar simultaneamente a agenda internacional e a disputa pelo eleitor independente, que representa cerca de 34% do eleitorado em jogo.

