O governo Donald Trump intensificou a postura de hostilidade contra imigrantes e nações rivais, como o Irã, antes do início da Copa do Mundo nos Estados Unidos. A escalada de tensões gerou críticas internas, mas foi recebida com apoio do presidente da Fifa, Gianni Infantino, que minimizou os impactos das restrições.
Infantino, em coletiva de imprensa, declarou que trabalha próximo a Trump no pré-Copa e se mostrou feliz com o relacionamento, afirmando que seria impossível organizar o torneio sem o envolvimento do presidente americano. O suíço minimizou o impedimento do árbitro somali, classificando a situação como “infelicidade”, e defendeu que tais questões devem ser negociadas com o governo dos EUA.
A tensão internacional se acentuou com bombardeios dos EUA contra o Irã, após Trump prometer retaliação pela derrubada de um helicóptero militar americano no Estreito de Ormuz. Em resposta, o ministro iraniano dos Esportes ameaçou retirar a seleção de campo caso bandeiras contrárias à equipe nacional fossem exibidas nos estádios americanos.
Além disso, o governo americano sinalizou risco de deportação para influenciadores digitais que entrarem no país com visto de turista, e não de trabalho. Enquanto isso, pesquisas indicaram divisão na opinião pública: 59% dos eleitores trumpistas viram o Mundial mais seguro com a polícia migratória, contra 71% dos democratas.


