As ações da Uber caíram 15,74% no ano, negociando a 68,85 dólares, mesmo com indicadores operacionais robustos. A empresa registrou 3,6 bilhões de viagens e 199 milhões de usuários ativos mensais. A queda no valor das ações é atribuída, segundo a análise, a problemas de ótica, como a redução do lucro líquido no primeiro trimestre de 2026.
O principal fator de pressão sobre o valor da empresa foi o lucro líquido GAAP do primeiro trimestre de 2026, que caiu para 263 milhões de dólares, comparado a 1,78 bilhão de dólares no período anterior. Essa redução foi impulsionada por uma reavaliação de investimento de capital de 1,5 bilhão de dólares. Além disso, a receita ficou 0,45% abaixo do esperado, e mudanças no modelo de negócio reduziram o crescimento reportado em cerca de nove pontos percentuais.
Apesar do cenário de baixa, o consenso de analistas aponta um potencial de alta de 88%, com projeções de preço alvo de 104,43 dólares. A empresa, por sua vez, declarou que entra em 2026 com uma receita total em rápido crescimento e um caminho claro para ser a maior facilitadora de viagens de veículos autônomos do mundo. A previsão para o segundo trimestre de 2026 indica EPS não-GAAP entre 0,78 e 0,82 dólares.
Para atingir a meta de 100 dólares por ação, a empresa precisaria de um ganho de 45,2%. Analistas apontam que o cenário depende de três fatores: resultados do segundo trimestre dentro da meta, a mudança na narrativa de veículos autônomos de ameaça para oportunidade, e a manutenção do ritmo de recompra de ações.

