Uberlândia vivia uma realidade distinta em 2002, durante a Copa do Mundo do Brasil, com transporte acessível, tecnologia limitada e preços de consumo específicos. A pesquisa, realizada entre maio e julho daquele ano, reconstruiu o cotidiano da cidade antes do pentacampeonato.
Na época, o transporte público era acessível, com a tarifa de ônibus fixada em R$ 1,25 em maio de 2002. Os moradores dependiam de ônibus, táxis e mototáxis. O táxi custava R$ 2,69 a bandeirada, e uma corrida média variava entre R$ 8 e R$ 10. O sistema de transporte coletivo era operado pelas empresas Transcol e Viação Triângulo.
O custo de vida também apresentava valores distintos. Um celular Nokia 5125 custava R$ 379, e a gasolina era vendida a R$ 1,60 o litro. Um apartamento novo de dois quartos no Jardim Finotti era anunciado por R$ 40 mil. O salário mínimo nacional era de R$ 200, e um motorista de ônibus recebia R$ 595,85, segundo anúncios da época.
A expectativa da torcida mudou conforme o Brasil avançava no torneio. Inicialmente, havia desconfiança, mas após as vitórias, as ruas eram tomadas por comemorações que duravam até 40 minutos. No dia da final, mais de 600 policiais militares e agentes de trânsito foram mobilizados para acompanhar os eventos.

