A União Europeia planeja proibir a entrada de soldados e ex-combatentes russos em seus 27 países-membros. O anúncio, feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta terça-feira, dia 9 de junho de 2026, integra a 21ª rodada de sanções contra a Rússia desde 2022.
O novo conjunto de medidas estabelece um teto de US$ 44 para o barril de petróleo russo, válido até janeiro de 2027. O objetivo é reduzir os ganhos de Moscou com a commodity, especialmente após o fechamento do estreito de Ormuz. O bloco também mira o congelamento de operações de bancos, empresas de pesca e corretoras de criptoativos suspeitas de auxiliar o governo russo a burlar sanções ocidentais.
Além disso, há planos para barrar a importação de metais, minérios e autopeças, e incluir 30 navios na lista da frota paralela russa. Para que as sanções tenham validade, é necessária a aprovação unânime dos integrantes do bloco europeu. A iniciativa foi proposta inicialmente pela Estônia no início do ano, visando conter ataques híbridos russos.
Em outra frente, a UE liberou na segunda-feira mais € 2,8 bilhões (cerca de R$ 16,5 bilhões) em ajuda econômica e militar a Kiev. Este montante corresponde à sétima parcela de um fundo de € 50 bilhões instituído em 2024. O aporte ocorre em um momento de confrontos intensos na região de Pokrovsk, com a retomada de mais de 600 km² de território pelas forças ucranianas desde o início de 2026.

