A União Europeia oficializou, na sexta-feira (5), a proibição de exportação de carnes brasileiras para o bloco a partir de 3 de setembro. A medida decorre da exclusão do país da lista de fornecedores autorizados por não apresentar dados exigidos pela Comissão Europeia sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.
A decisão, formalizada na sexta-feira (5), retira o Brasil da lista de países que cumprem as regras europeias contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. O bloco havia anunciado em 12 de maio a exclusão de carnes bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel.
Segundo o documento publicado, o Brasil não forneceu as informações necessárias à Comissão Europeia para comprovar que os produtos de origem animal cumprem os requisitos da UE. A legislação europeia proíbe o uso de antimicrobianos para estimular o crescimento ou aumentar o rendimento dos animais.
A restrição impacta a balança comercial do agronegócio brasileiro, pois a UE é o segundo maior mercado comprador de carnes do Brasil, ficando atrás apenas da China. Os demais países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permanecem autorizados a exportar carne bovina para o bloco.

