A Venezuela inicia o terceiro dia de buscas por vítimas do terremoto que atingiu a região norte do país. O balanço provisório do governo registra 920 mortos, 3.360 feridos e 4.000 desabrigados. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que o número de desaparecidos ultrapasse 50 mil.
Os tremores, que ocorreram na noite de quarta-feira (24), foram os mais fortes no país em mais de 100 anos. Dois abalos em sequência, com magnitudes de 7,2 e 7,5, causaram destruição em áreas densamente povoadas, como La Guaira, nos arredores de Caracas. Quase 400 prédios foram danificados ou desabaram completamente.
Apesar da operação de resgate, as famílias relataram poucas equipes estatais nas áreas mais atingidas. As autoridades venezuelanas bloquearam o acesso a La Guaira na sexta-feira, devido ao caos e ao trânsito. A presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciou que o governo militarizará as regiões afetadas.
Uma operação de auxílio internacional ganha força, com dezenas de equipes de resgate chegando ao país. Um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou na sexta levando ajuda humanitária e um hospital de campanha. O Serviço Geológico dos EUA calculou que o número de mortos pode passar de 10 mil pessoas.

