Equipes de resgate continuam mobilizadas na Venezuela em busca de sobreviventes sob os escombros, seis dias após os fortes terremotos que atingiram a região norte do país. O balanço oficial aponta 1.719 mortos, 5.034 feridos e 15.866 desabrigados, enquanto a ONU estima que 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas.
O desastre, que atingiu a capital Caracas e arredores, resultou na destruição de mais de 770 edifícios, incluindo imóveis residenciais, comércios e hospitais. A presidente interina, Delcy Rodríguez, declarou que as operações de resgate serão mantidas e anunciou um plano para auxiliar as famílias afetadas.
Especialistas em resposta a desastres afirmam que as primeiras 48 a 72 horas são cruciais para localizar pessoas com vida entre os destroços. Com o passar do tempo, as chances diminuem, e as operações passam a focar na retirada de cadáveres. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) calcula que mais de 6 milhões de pessoas foram afetadas pelo evento.
A maior parte da destruição se concentrou em La Guaira. Missões internacionais de resgate chegaram em grande número apenas no domingo, após moradores relatarem frustração com a resposta inicial das autoridades. Além dos grandes tremores, foram registrados abalos menores, como um de magnitude 4,6 na última segunda-feira (29) em Caraballeda.

