O Tesouro Nacional concentrou as emissões de dívida em papéis pós-fixados em maio, impulsionado pela volatilidade dos mercados e pela preferência dos investidores por títulos atrelados à Selic. O estoque da Dívida Pública Federal subiu para R$ 9,03 trilhões, um aumento de R$ 234,4 bilhões em relação a abril.
O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges Dias, declarou que o ambiente de mercado permaneceu instável, influenciado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. Segundo o Tesouro, os títulos indexados à taxa básica responderam por 62,5% das colocações do mês. A emissão líquida totalizou R$ 134,46 bilhões, somada à apropriação de juros, elevando o estoque da dívida ao maior patamar da série.
Dias explicou que, em momentos de incerteza, os investidores buscam títulos LFT para mitigar o risco inerente a papéis prefixados e indexados a índices de preços. Esse movimento elevou a participação dos papéis pós-fixados no estoque da dívida, de 48,59% em abril para 48,99% em maio. A reserva de liquidez do Tesouro, contudo, permanece confortável, atingindo R$ 1,21 trilhão em maio.
No Tesouro Direto, as vendas somaram R$ 10,22 bilhões, com emissão líquida recorde de R$ 6,07 bilhões. O coordenador-geral do programa, Maurício Dias Leister, afirmou que o Tesouro Selic foi o título mais demandado, respondendo por quase 40% da procura no mês de maio.

