O vice-presidente regional da IATA para as Américas, Peter Cerdá, afirmou que a América Latina opera abaixo do potencial turístico quando comparada a mercados mais maduros. Em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, ele discutiu o crescimento da aviação, que sustenta 8,3 milhões de empregos e gera cerca de US$ 240 bilhões para as economias locais.
Cerdá declarou que o turismo deve ser central no crescimento econômico da região. Ele citou o México, que recebe cerca de 48 milhões de visitantes anuais, e o Brasil, que registrou pouco mais de 9 milhões de turistas internacionais recentemente. A associação apontou que o mercado brasileiro ainda possui ampla margem para expansão.
A IATA também notou diferenças no ritmo de recuperação pós-pandemia. Enquanto Colômbia, Chile e República Dominicana mostram forte crescimento em conectividade, Brasil, México e Argentina ainda não atingiram os níveis de 2019. Segundo Cerdá, o desempenho futuro depende da adoção de políticas públicas que estimulem viagens e investimentos.
O executivo defendeu maior coordenação entre governos e empresas do setor para aumentar a competitividade. A associação observou que companhias aéreas da Europa, Canadá e China estão ampliando operações, e mercados como Argentina, El Salvador e Guiana estão abrindo novas rotas.


