A ação da Lucid Group despencou mais de 50% em um dia, atingindo um mínimo de US$ 2,37, após surgirem relatos de que a fabricante de veículos elétricos avalia caminhos drásticos de reestruturação. A empresa teria contratado a firma AlixPartners para analisar opções que incluem uma transação de privatização ou um pedido de Capítulo 11.
A queda acentuada ocorre em um momento de grande pressão financeira. A Lucid registrou uma margem bruta de -93% e um prejuízo de US$ 2,7 bilhões em 2025, além de queimar cerca de US$ 1 bilhão por trimestre. Apesar do aporte superior a US$ 9 bilhões do Fundo de Investimento Público Saudita (Saudi PIF) desde 2018, o valor de mercado da empresa caiu para aproximadamente US$ 2,3 bilhões.
Segundo os relatos, a AlixPartners teria sugerido uma nova rodada de reestruturação nos EUA e na Europa. As sugestões incluem focar no SUV Gravity, pausar a linha Air temporariamente e priorizar o programa de robotaxi da Uber. Contudo, a empresa e a consultoria negaram comentários, e não há confirmação oficial de falência ou decisão de mudança.
A situação operacional da Lucid é marcada por mudanças, como um corte de 18% no quadro de funcionários nos EUA e uma reformulação da liderança sob o CEO Silvio Napoli. O analista Ben Kallo mantém a classificação Neutra para a ação, com preço-alvo de US$ 6, enquanto o consenso do mercado aponta para US$ 8. Os investidores aguardam os resultados do primeiro semestre, previstos para 4 de agosto.

