Um acidente envolvendo um menino de nove anos ocorreu na Ponte do Esqueleto, em Limeira, em atividade da mesma equipe responsável pela morte de uma estudante em junho. As imagens mostram que a criança sofreu queda, mas teve ferimentos leves por estar presa à corda.
A investigação da Polícia Civil de São Paulo aponta falhas graves na segurança das atividades de rope jump. O incidente com o menino, ocorrido três meses antes da tragédia, utiliza equipamento da empresa responsável pelo evento fatal. A criança caiu durante a descida, mas o impacto foi amenizado porque estava presa ao sistema de segurança, sofrendo apenas escoriações nos joelhos.
A morte da estudante, ocorrida em 13 de junho, foi causada pela ausência de conexão da vítima ao sistema de segurança. A autoridade policial concluiu que essa falha foi determinante para o desfecho fatal, afastando a possibilidade de um simples acidente.
Com o encerramento do inquérito, três instrutores foram indiciados por homicídio qualificado com dolo eventual. A acusação entende que os envolvidos assumiram o risco de provocar a morte ao permitir a atividade sem os procedimentos de segurança necessários. As defesas dos instrutores contestam o enquadramento, defendendo que o caso deve ser tratado como homicídio culposo.

