Ações de empresas de semicondutores, como AMD e Intel, subiram após a divulgação de dados de inflação de junho mais baixos que o previsto. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) registrou uma desaceleração, o que estimulou o apetite por risco no mercado de ações. O setor, que sofreu quedas na segunda-feira, viu o ETF iShares Semiconductor subir 4%.
A AMD registrou alta de 5% para US$ 559,12, impulsionada pela queda da inflação anual para 3,5%, contra a projeção de 3,8%. O CPI de junho mostrou uma redução de 0,4% mês a mês. Essa combinação de dados favorece um cenário de taxas de juros mais amenas, levando investidores a retornar a ativos de alto risco, como as ações de semicondutores.
A Intel também avançou, enquanto a Broadcom registrou receita recorde com foco em IA. A AMD, em particular, é observada por um debate entre otimistas e pessimistas. Os otimistas apontam para um potencial de US$ 600, mas analistas alertam sobre a alta avaliação da empresa, que negocia a um P/L de 185x.
O catalisador decisivo para a AMD será o relatório de resultados do segundo trimestre, agendado para 4 de agosto. A empresa deve reportar receita de US$ 11,28 bilhões e EPS de US$ 1,60. O movimento atual no setor reflete uma rotação ampla, e não notícias específicas da AMD, embora a demanda por aceleradores de IA continue sendo um fator chave para o setor.

