A Associação dos Agricultores de Fernando de Noronha denunciou que a Neoenergia, concessionária de energia da ilha, não cumpriu as contrapartidas acordadas pelo uso de uma área destinada à implantação de painéis solares do projeto Noronha Verde. Os agricultores afirmam que obras prometidas para beneficiar a produção local não foram executadas, apesar do avanço da usina solar.
Os agricultores cederam seis hectares utilizados para produção de alimentos. Em troca, o contrato previa melhorias para a agricultura local, incluindo a eletrificação da área de produção do Projeto Noronha Terra, reforma da sede da Associação, construção de alojamento para técnicos, instalação de cercas e desassoreamento do açude. A entidade declarou que a empresa não executou essas contrapartidas como compensação pelo uso da área.
O projeto Noronha Verde teve sua primeira etapa entregue em maio, com a instalação de 4,8 mil painéis solares, representando cerca de 15% dos mais de 30 mil painéis previstos. O investimento total é de R$ 350 milhões, e a conclusão da usina solar está prevista para o fim de 2026. A Associação informou que o contrato previa o início das contrapartidas simultaneamente ao começo das obras na área agrícola.
A Neoenergia negou as acusações, afirmando em nota que todas as contrapartidas estão sendo executadas conforme o acordo. A companhia declarou que duas ações já foram iniciadas e a terceira será concluída em agosto, mas indicou que o desassoreamento do açude depende de licenciamento ambiental.

