A air fryer, popular por cozinhar com pouco óleo, pode favorecer a formação de acrilamida, um composto químico ligado a possíveis riscos à saúde. Especialistas afirmam que a substância não é exclusiva do aparelho, mas surge em qualquer método de cocção que use altas temperaturas e calor seco em alimentos ricos em amido.
A acrilamida é resultado da reação de Maillard, um processo químico que ocorre quando o aminoácido asparagina reage com açúcares naturais dos alimentos. Essa reação é responsável pela coloração dourada de preparos assados e tostados. Segundo nutricionistas, o aparelho de fritura a ar apenas oferece as condições para que essa reação aconteça, assim como o forno convencional, a chapa ou a grelha.
Alimentos ricos em amido, como batata inglesa, mandioca, milho e massas assadas, são os mais propensos à formação do composto. Para reduzir essa exposição, as especialistas recomendam utilizar temperaturas entre 160°C e 180°C e cortar tubérculos em pedaços maiores. Outra dica é retirar os alimentos quando estiverem levemente dourados, evitando que escureçam.
A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) classificou a acrilamida como “provavelmente carcinogênica para humanos” com base em estudos em animais. Contudo, especialistas ressaltam que pesquisas em pessoas ainda não confirmaram que o consumo habitual aumente o risco de câncer, defendendo a adoção de boas práticas de preparo.

