A Alphabet registrou o trimestre mais forte de sua história, com receita de US$ 119,796 bilhões, um aumento de 24,23% em ano. Apesar de o mercado sinalizar fraqueza no balanço, a empresa aumentou a dívida de longo prazo para US$ 98,2 bilhões e suspendeu a recompra de ações. O crescimento do Google Cloud, que atingiu US$ 24,768 bilhões, impulsiona a análise de investidores.
A companhia reportou um lucro por ação (EPS) de US$ 9,11, superando a estimativa de US$ 3,0427, o que representa o 11º trimestre consecutivo de superação. O fluxo de caixa operacional cresceu 40,8% em um único trimestre, totalizando US$ 39,069 bilhões. O diretor financeiro, Anat Ashkenazi, explicou que a gestão de ativos e passivos segue um padrão de mercado, financiando infraestrutura de 15 a 30 anos com capital de longo prazo.
O Google Cloud é o principal motor de crescimento, com receita que subiu 82% em ano. A empresa mantém uma base de ativos de US$ 921,983 bilhões e US$ 242,474 bilhões em caixa e investimentos de curto prazo. A dívida de longo prazo é vista como um item de arredondamento frente à base de capital.
A análise aponta que a combinação do crescimento de 82% no cloud e o desempenho da divisão de Busca, que cresceu 17% em ano no segundo trimestre, justifica o investimento. A empresa cresceu a receita em 24% enquanto o mercado a desvalorizou por gastos maiores para acelerar o crescimento.

