Anápolis, cidade que já foi um polo econômico de Goiás, enfrenta uma retração de seu dinamismo após 2017. A queda na participação do município no PIB estadual é atribuída, segundo análise de economista, à inércia de gestões municipais conservadoras.
A cidade, que se consolidou como centro comercial nos anos 1940 com a Colônia Agrícola Nacional de Goiás (CANG), foi vital para a construção de Goiânia e Brasília, atuando como elo logístico. Após crises nas décadas de 1980 e 1990, o cenário começou a mudar positivamente a partir de 2003, com o retorno de investimentos públicos e privados.
No entanto, a dinâmica municipal alterou-se após 2017. A participação de Anápolis no PIB de Goiás diminuiu, e em 2023, o município caiu para o quarto lugar, atrás de Rio Verde e Aparecida de Goiânia. O economista Marcos Bittar Haddad afirmou que a retração foi motivada pela inércia de gestões municipais conservadoras.
Haddad comentou que o foco excessivo em pautas religiosas e assistencialismo, em vez de temas coletivos como emprego e saúde, empurrou a cidade para uma posição inferior. Ele declarou que os governantes devem cuidar do interesse coletivo, e não interferir em escolhas individuais.


