A Phia, aplicativo de compras desenvolvido por Phoebe Gates, filha do cofundador da Microsoft, foi acusada de registrar vendas online que não foram geradas por ação do consumidor. A ferramenta, que funciona como assistente de compras, estaria violando políticas de plataformas digitais ao inserir códigos de referência sem clique real.
A Phia, que se posiciona como assistente pessoal de compras, utiliza uma extensão para localizar cupons de desconto em compras online. No entanto, segundo Ben Edelman, pesquisador independente, a startup estaria reivindicando crédito por vendas que não ocorreram efetivamente. Testes realizados em mais de cinquenta sites mostraram que a ferramenta abria uma aba em segundo plano durante o checkout, inserindo seu próprio código de referência e substituindo indicações legítimas de outros parceiros.
A prática, conhecida como “cookie stuffing”, foi alertada pela Capital One Shopping, que enviou um e-mail a varejistas sobre os cliques falsos. Edelman afirmou que o requisito fundamental do marketing de afiliados é que a comissão seja paga somente se o usuário clicar. A Impact.com, por sua vez, suspendeu a conta da Phia após identificar comportamentos da extensão inconsistentes com suas políticas.
Um porta-voz da Phia reconheceu o problema, declarando que uma versão recente do código causava atribuições incorretas para um subconjunto de usuários e que a questão foi corrigida. A empresa afirma que mantém conformidade com as regras do setor, mas a prática de atribuição automática de cliques foi identificada em testes independentes.

