Um ataque terrorista por atropelamento matou uma pessoa e feriu 29 participantes da Parada do Orgulho LGBTQ+ em Berlim no sábado, dia 25 de julho. O incidente gerou comoção política, com bandeiras a meio-mastro no Bundestag, mas também levantou questionamentos sobre a proteção à comunidade queer na Alemanha.
A manhã seguinte ao atentado, as bandeiras da Alemanha no Bundestag amanheceram a meio-mastro, um gesto determinado pela presidente do Parlamento, Julia Klöckner. O ato simbolizou a solidariedade do governo alemão às vítimas do atropelamento em massa na Christopher Street Day (CSD). No entanto, observadores apontaram a ausência da bandeira do Orgulho LGBTQ+ nos mastros, um detalhe que já havia ocorrido em anos anteriores.
A comunidade LGBTQ+ indicou que o atentado é apenas a “ponta do iceberg”, apontando um “fracasso do Estado em matéria de política de segurança”. Representantes da Federação da Diversidade Queer criticaram cortes em programas federais de apoio à comunidade, como o “Demokratie leben”.
Dados do Departamento Federal de Investigações da Alemanha (Bundeskriminalamt) mostram que crimes relacionados a orientação sexual e diversidade de gênero cresceram quase dez vezes desde 2010. A encarregada de assuntos queer no Bundestag, Sophie Koch, afirmou que, além da segurança policial, é preciso garantir espaços seguros para a comunidade.


