A rede municipal de saúde de Goiânia registrou um aumento de 32% nos atendimentos especializados após o fechamento do Centro de Referência em Diagnóstico e Terapêutica (CRDT) em maio de 2025. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que a reorganização dos serviços, que antes eram concentrados na unidade desativada, não interrompeu a assistência.
O CRDT, localizado no Setor Sul, foi desativado devido a dívidas superiores a R$ 1 milhão e era a única unidade especializada em acompanhamento de tuberculose, hanseníase e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Em 2025, a unidade realizou 7.108 atendimentos, com média de 590 por mês. Após o fechamento, o número de atendimentos na rede municipal cresceu, atingindo 4.672 entre janeiro e junho de 2026, o que representa uma média mensal de 780 pacientes.
A SMS redistribuiu os serviços entre duas unidades. Os exames e o acompanhamento de pacientes com tuberculose foram transferidos para o Ciams Urias Magalhães. Já os serviços de diagnóstico e prevenção de ISTs, HIV e hepatites virais foram movidos para o Centro de Saúde Cidade Jardim. Segundo a gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Transmissíveis da SMS, a mudança permitiu concentrar a assistência em unidades mais preparadas.
Um resultado da reorganização foi a redução da fila para consultas com médicos infectologistas, que está praticamente zerada. A unidade de saúde conta com equipe multiprofissional e dispensa medicamentos, incluindo a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). A SMS planeja expandir esses serviços para outras unidades, em parceria com o Governo de Goiás, visando descentralizar o atendimento.


