Uma ativista de extrema-direita alemã foi transferida para uma prisão masculina nesta quinta-feira (16), após ser extraditada da República Tcheca para a Alemanha. A indivíduo, que alterou legalmente seu gênero para feminino no final de 2024, foi inicialmente destinada a uma unidade feminina em Chemnitz, mas a administração penitenciária mudou a decisão.
A transferência ocorreu após a ativista ser extraditada. Segundo o Ministério da Justiça da Saxônia, a decisão foi tomada por especialistas em conjunto com a administração penitenciária, sem envolvimento direto da ministra da Justiça. A ministra Constanze Geiert comentou a medida, afirmando que “Truques, enganos e jogos nunca prevalecem dentro do Estado de direito” e que a mudança priorizou “a segurança das mulheres no sistema penitenciário de Chemnitz”.
A ativista foi condenada em 2023, quando ainda era reconhecida como homem, a um ano e meio de prisão por crimes como incitação ao ódio racial e difamação. Após a Lei de Autodeterminação entrar em vigor em novembro de 2024, ela registrou oficialmente o gênero feminino, o que gerou críticas de opositores.
A indivíduo deveria se apresentar a uma prisão feminina em agosto de 2025, mas desapareceu e foi considerada foragida. Ela foi presa no oeste da República Tcheca no início de abril deste ano, em cumprimento a um mandado europeu. O caso amplia o debate sobre possíveis falhas na legislação, e o governo do chanceler Friedrich Merz anunciou intenção de revisar a norma.

