Ativistas e artistas da Grônlandia denunciam o racismo e a genocídio histórico perpetrados pela Dinamarca. O rapper inuíto Tarrak e a escritora Aka Hansenová relatam a assimilação forçada e a esterilização de inuítes.
O rapper inuíto Tarrak relatou que o sistema educacional exigia proficiência em dinamarquês para acesso às escolas. Ele descreveu a situação, dizendo: “Imagine uma sala de aula onde todas as crianças falam apenas inuíto, mas eles enviam um professor da Dinamarca que não fala inuíto nem uma palavra.” A situação reflete um histórico de repressão ao idioma local, que só foi reconhecido oficialmente em 2009.
A escritora e política Aka Hansenová denunciou práticas coloniais, afirmando que o Estado dinamarquês tentou um genocídio direcionado no século XX. Ela explicou que, entre meados dos anos 1960 e meados dos anos 1970, metade da geração mais jovem de mulheres inuítes foi esterilizada sem consentimento.
As denúncias se estendem ao racismo contemporâneo. Tarrak relatou ter sido alvo de discriminação em território continental da Dinamarca. Em resposta, o Estado dinamarquês implementou um plano de ação contra o racismo, destinando 25 milhões de coroas tchecas para mapear a discriminação online.
Enquanto alguns membros mais velhos defendem a manutenção de boas relações com a Dinamarca, ativistas como Iben Mondrupová defendem a soberania total da Grônlandia, classificando os eventos coloniais como “desumanos e injustos”.

