Um escritor de Porto Alegre criticou o impasse sobre a dragagem do Guaíba, pedindo que poder público, iniciativa privada e Judiciário deixem o antagonismo. O autor defende que a limpeza do rio deve ocorrer de forma regrada e gradual, conciliando o uso econômico com a preservação ambiental.
O autor, Eduardo Battaglia Krause, descreveu sua relação com o Guaíba, que possui mais de 250 anos, e com o Delta do Jacuí. Ele narrou experiências passadas, mencionando a navegação entre a Boca da Lagoa dos Patos e a Ilha da Barba Negra, e a presença do Porto de Porto Alegre nos anos 1970. Ele observa que o ciclo da vida mostra o rio e o Delta definhando.
O conflito atual se divide entre grupos. De um lado, há setores que buscam retirar areia do leito do rio com dragas potentes, visando lucro. De outro, há defensores intransigentes do meio ambiente, que querem manter a natureza e o homem distantes. O Judiciário suspendeu recentemente a limpeza do rio, amparado na legislação.
Krause afirma que é preciso superar o antagonismo. Ele solicita que as partes envolvidas permitam que o rio seja dragado e limpo de maneira cautelosa. O material retirado deve ser aproveitado economicamente com transparência, sob fiscalização constante de impactos na flora e fauna.

