A BMW planeja reduzir cerca de 8 mil funcionários na Alemanha até o final de 2027 por meio de um programa de demissão voluntária. A iniciativa, confirmada por uma fonte da empresa, afetará trabalhadores de áreas administrativas, enquanto a produção não será incluída no corte.
A montadora deve apresentar propostas de adesão ao programa a aproximadamente 40 mil dos seus cerca de 85 mil empregados permanentes no país, a partir de outubro. O diretor de produção da BMW, Milan Nedeljkovic, explicou que a empresa enfrenta mudanças estruturais no setor automotivo, impactadas por barreiras comerciais e políticas de eletrificação no mercado europeu.
O cenário é agravado pela performance na China, um mercado chave para a companhia. As vendas da BMW no país caíram 30% no trimestre encerrado em junho deste ano, segundo dados da imprensa. Horst Ott, representante do sindicato IG Metall, afirmou que a empresa busca adaptar sua estrutura à retração do mercado chinês, mas garantiu que os direitos previstos em acordos coletivos não serão alterados.
A medida acompanha ajustes em outras montadoras alemãs. Enquanto a BMW planeja os cortes, a Volkswagen estuda reduzir até 100 mil postos de trabalho. Dados da consultoria EY indicam que a indústria alemã eliminou cerca de 124 mil empregos no último ano, com o setor automotivo concentrando grande parte das perdas.


